A ocupação que mais cresce no Brasil: cuidador de idoso

Você, provavelmente, já ouviu falar sobre a ocupação. A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), realizou uma pesquisa com 2,6 mil profissões, usando dados do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), e mostrou que o número de profissionais cuidadores de idosos, em 2007, era de 5.263 e foi para 34.051, em 2017, isto é, em uma década, houve um aumento de 547% de profissionais.

As justificativas dessa alta são diversas. Por exemplo, a questão do envelhecimento da população e da redução no tamanho das famílias podem, sem dúvidas, explicar essa alta. Contudo, devemos olhar para outras questões e considera-las, também. Dentre estas, podem ser citadas algumas, como a insatisfação no local de trabalho, a baixa remuneração, a inflexibilidade no trabalho, desempenhar um trabalho que não consiga passar valores do que é ser humano (como empatia, carinho, cuidado, compaixão, entre outras virtudes), alta demanda por serviço de prestação de cuidado, envelhecimento populacional em ritmo acelerado, entre outras.

Muitas pessoas acabam se apaixonando pela ocupação de cuidador de idoso, pois, além de passar um sentimento de que se está contribuindo para uma sociedade melhor e que se preocupa com seus idosos, também, possibilita maior chance de aumento de renda (por exemplo, um cuidador pode trabalhar em dois ou mais locais, o que, evidentemente, vai repercutir em um maior salário) e mais  facilidade para se encontrar um emprego (haja visto a alta demanda).

O economista-chefe do CNC, Fabio Bentes, relata que, mesmo diante de um cenário econômico instável, houve esse aumento tão significativo desses profissionais por causa do crescimento intenso e rápido do número de idosos. Também, pode ser explicado por ser um serviço de saúde, que, segundo ele, são os últimos a serem cortados pelas famílias, que, quando necessário, sacrificam outros tipos de consumo, mas mantêm os cuidados. O especialista, ainda, opina dizendo que deve ter muitas pessoas atuando na área de forma informal, já que os dados do MTE são apenas relacionados a profissionais com registro em carteira ou estatuários.

Entretanto, mesmo diante do aumento exponencial do número de cuidadores de idosos, deve-se levar em consideração uma questão: esse crescimento colide com a questão da falta de regulamentação e com a escassa capacitação adequada dos profissionais que prestam esse serviço. Não se sabe ao certo qual seria a formação mínima a ser exigida, tampouco o que seria aprendido (como parte obrigatória) nos cursos de formação. Isto acontece porque a ocupação ainda não foi regulamentada como uma profissão.  Existe um projeto de lei que está sendo tramitado na Câmara, que tem como objetivo possibilitar a criação e a regulamentação da profissão de cuidador (sendo este de idosos, de crianças, de pessoas com deficiência ou doença rara). Existe um outro projeto de lei do Senado para determinar os deveres (funções) de quem trabalha nessa área. Até que não seja aprovado, tanto o perfil quanto as atribuições do cuidador estão relatados na Classificação Brasileira de Ocupações (CBO).  

Segundo a CBO, o cuidador de idoso, para ser contratado, deve ter mais de 18 anos, ter feito cursos livres (com carga horária de 80 a 160 horas) e ser empático e paciente. Ainda, é necessário que esteja disposto a ajudar nas atividades cotidianas, estar atento à forma com que a pessoa se comporta e estimular a independência e, quando possível, a autonomia.

Carlos André Uehara, presidente da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia, relata que o cuidador precisa, por um lado, atentar-se à alimentação e ao risco de quedas e, por outro, saber lidar com as diversas situações que estão presentes na vida de um idoso. Algo imprescindível na prestação de cuidados é a questão de que se deve ficar atento não se infantilizar o idoso.

Se você precisa de cuidador ou se você é um cuidador à procura de uma vaga de emprego, contate-nos. Será um prazer!

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